Justiça revoga liminar, e policiais militares podem ser presos por manifestações no Ceará

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A Justiça do Ceará revogou uma liminar que impedia a prisão de policiais e bombeiros militares que promovam movimentos grevistas ou manifestações no Estado. Com isso, até o julgamento do mérito, marcado para amanhã (17), os agentes de segurança poderão sofrer sanções e até serem presos. A decisão, datada do dia 5 de fevereiro, é da desembargadora Francisca Adelineide Viana, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).
A própria magistrada havia concedido a liminar no habeas corpus coletivo que anteriormente impedia a prisão dos militares que participassem de paralisações ou greves. No entanto, após ação impetrada pelo Estado, a desembargadora mudou o entendimento e decidiu pela revogação da liminar.
Como justificativa para a decisão, ela apresenta “relevantes razões” apontadas pelo Governo do Estado, como a proximidade do Carnaval, período de feriado prolongado, que torna a atuação das forças de segurança “ainda mais essencial”.
No dia 15 de fevereiro, o Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio da Promotoria de Justiça Militar, recomendou que o comandante-geral da Polícia Militar atue, impedindo que os policiais realizem qualquer tipo de manifestação ou paralisações.
DN

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