Deputado registra boletim contra Cid Gomes e diz que tiros contra o senador foram ‘legítima defesa’

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O deputado federal Capitão Wagner (Pros-CE) registrou boletim de ocorrência contra o senador licenciado Cid Gomes alegando “tentativa de homicídio” de policiais quando Cid usou uma retroescavadeira para tentar entrar em uma batalhão ocupado por militares amotinados em Sobral, no interior do Ceará. Durante a confusão, o senador foi baleado duas vezes no peito.

Cid Gomes sofreu dois tiros durante a confusão. Para Capitão Wagner, os disparos foram uma ação de “legítima defesa” dos policiais que “corriam risco” de serem atropelados.

“Não houve ação dos policiais, houve uma reação dos policiais. Foi legítima defesa, qualquer jurista consultado vai dar essa reposta. A gente tem consciência de que o causador foi ele [Cid Gomes]”, afirma o deputado.

Capitão Wagner registrou o boletim de ocorrência no 34º Distrito Policial, em Fortaleza, ao lado de deputados que defendem a pauta de policiais militares no Congresso Capitão Alberto Neto (Republicanos AM) e Major Fabiana (PSL-RJ).

Ciro Gomes, irmão de Cid, diz que a manifestação dos policiais em Sobral foi uma “provocação” aos político da família Ferreira Gomes. “Ele [Cid Gomes] avisou que ia para lá [Sobral] restaurar a ordem, em paz, desarmado, e tentou tudo, antes daquilo [uso da retroescavadeira], temos a filmagem inteira. Ele levou um soco no rosto. Estava com um megafone, não estava com arma nenhuma”, afirmou Ciro.

“Registramos boletim de ocorrência contra Cid Ferreira Gomes, que usou uma retroescavadeira e atentou contra a vida de policiais militares lá no quartel de Sobral”, afirmou Capitão Wagner.

Além da tentativa de homicídio, Wagner aponta o crime contra patrimônio pública, alegando que Cid danificou a estrutura do batalhão policial ao tentar entrar no local com o trator.

Em um vídeo postado nas redes sociais, a deputada federal Major Fabiana aparece ao lado de Capitão Wagner criticando a atitude de Cid Gomes. “O senhor queria era causar morte de policiais militares e seus familiares, que tanto sofrem com a falta de condições de trabalho. Nós estamos aqui pra sensibilizar todo mundo. Chegou a hora de se posicionar.”

G1


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