Menina de 4 anos morre em incêndio criminoso de prédio em MG

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Uma menina de quatro anos morreu durante um incêndio criminoso, no prédio em que morava, na cidade de Barbacena, a 170 km de Belo Horizonte, neste domingo (15). Ao menos outras 12 pessoas ficaram feridas.

A suspeita é que o ex-marido de uma vizinha da criança teria colocado fogo em um carro que estava na garagem, por não aceitar o fim do relacionamento, e as chamas se espalharam pelo edifício.

Helena Gava Pupo, de quatro anos, estava com a família no apartamento no momento do incêndio. O jornalista Thiago Faria Pupo Nogueira, de 38 anos, pai da criança, tentou deixou o local com a filha no colo, mas desequilibrou e caiu. Em meio as chamas, o homem não conseguiu salvar a menina.

Nogueira sofreu queimaduras graves. A mulher dele, Juliana Gava de Faria, de 35 anos, também ficou ferida. Outros dez moradores do prédio foram socorridos pelos bombeiros. Alguns militares também precisaram de atendimento médico, por ter inalado fumaça.

Helena foi enterrada no final da tarde deste domingo. O pai da menina, que é diretor de um jornal local, foi levado para o hospital Regional de Barbacena e submetido a uma cirurgia.

Investigação

Certos de que o incêndio, que começou na garagem, seria criminoso, a PM (Polícia Militar) verificou imagens de câmeras de segurança nas redondezas. Em uma delas, aparece um homem que chega de carro, entra no prédio e minutos depois sai apressado.

Os policiais descobriram que o suspeito era ex-marido de uma das moradoras do prédio. O casal estava separado há pouco mais de um ano e o homem não aceitava o fim do relacionamento. Por vingança, ele teria ateado fogo no carro dela, que estava na garagem do edifício.

O suspeito é José Ricardo Rossi dos Santos, de 43 anos, subtenente da Aeronáutica. De acordo com a delegada Flávia Mara Camargo Murta, o homem foi preso em flagrante pelos crimes de incêndio e homicídios consumado e tentados com dolo eventual.

— Durante o trâmite das oitivas, concluímos que se trata de uma violência doméstica. O investigado foi encaminhado a uma unidade da Aeronáutica, em Barbacena, uma vez que trata-se de militar.

Aos militares, Santos teria confessado o crime. Na delegacia, contudo, foi orientado pelo advogado a ficar em silêncio. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do detido. A ex-mulher do militar não se feriu.

R7


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